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O veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei da Dosimetria provocou reação imediata da oposição. O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, classificou Lula como um “produto vencido, movido a ódio e ideologia”, elevando o tom do embate político entre governo e Congresso.
A crítica foi publicada nas redes sociais do parlamentar logo após a confirmação do veto presidencial, assinado nesta quinta-feira (8), durante cerimônia no Palácio do Planalto, em alusão aos atos de 8 de janeiro de 2023.

O que motivou a reação
O PL da Dosimetria, aprovado por Câmara e Senado no fim do ano passado, altera a forma de cálculo das penas quando um réu é condenado por crimes semelhantes. Na prática, o texto evita a soma automática de penas em determinados casos, aplicando apenas a punição mais grave, além de acelerar a progressão de regime.
Para o governo, a proposta poderia enfraquecer o rigor penal em crimes contra o Estado Democrático de Direito. Já para a oposição, o veto evidencia inversão de prioridades.
Flávio Bolsonaro criticou o fato de o presidente não mencionar, segundo ele, chefes de facções criminosas que não retornaram à prisão após a saída temporária de Natal, enquanto endurece o discurso contra manifestantes ligados ao 8 de janeiro.

Acusação de perseguição política
Em sua manifestação, o senador acusou o governo de adotar uma postura seletiva e ideológica na aplicação da lei penal.
Segundo Flávio, enquanto crimes violentos seguem ocorrendo diariamente no país, o Planalto estaria concentrado em punir adversários políticos, transformando o Judiciário e o sistema penal em instrumentos de disputa política.
A fala reforça uma narrativa já recorrente na oposição: a de que o governo Lula trata de forma distinta criminosos comuns e pessoas envolvidas em atos políticos.

Próximo capítulo: Congresso decide
Com o veto presidencial, a decisão final sobre o PL da Dosimetria passa agora para o Congresso Nacional. Flávio Bolsonaro afirmou que, na primeira sessão conjunta, ele e outros parlamentares da oposição irão trabalhar para derrubar o veto.
Para isso, será necessária maioria absoluta de deputados e senadores em votação conjunta. Caso o veto seja derrubado, o projeto passa a valer mesmo sem a sanção presidencial.

Clima político em escalada
O episódio ocorre em um momento de alta tensão política, com segurança pública, sistema penal e os desdobramentos do 8 de janeiro dominando o debate nacional. O veto de Lula e a reação de Flávio Bolsonaro sinalizam que esses temas devem seguir no centro da disputa política nos próximos meses, especialmente com a aproximação do calendário eleitoral.
Independentemente do resultado no Congresso, o caso evidencia um cenário de polarização intensa, em que decisões legislativas se transformam rapidamente em combustível para o confronto entre governo e oposição.

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