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A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, determinou a suspensão imediata da divulgação de uma pesquisa eleitoral que mostrava o senador Flávio Bolsonaro à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno.
O levantamento foi divulgado no dia 27 de janeiro pela consultoria mexicana Áltica Research e apontava 48 por cento para Flávio e 46 por cento para Lula, dentro da margem de erro de 2,83 por cento. O problema é que a pesquisa não havia sido registrada previamente no sistema PesqEle do TSE, exigência prevista na legislação eleitoral brasileira.
A decisão ocorreu após representação apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias, que denunciou a circulação do conteúdo em redes sociais e plataformas digitais durante o recesso forense. Segundo a denúncia, a divulgação sem registro impede a verificação de dados essenciais como metodologia, amostra, estatístico responsável e financiadores.
Ao analisar o pedido, Cármen Lúcia concedeu decisão liminar proibindo qualquer nova divulgação do levantamento. Após a ordem, o conteúdo foi retirado das redes e dos canais ligados à empresa.
De acordo com a Áltica Research, a pesquisa ouviu 1.200 brasileiros entre os dias 23 e 25 de janeiro, utilizando metodologia de painel web por river sampling, com ajustes para refletir o perfil demográfico da população. O levantamento fazia parte de um projeto internacional chamado “Painel Opiniões Públicas América Latina 2026”.
A suspensão reacendeu um debate recorrente no país. De um lado, aliados do governo defendem que a exigência de registro prévio é fundamental para garantir transparência, evitar manipulação de dados e proteger o processo eleitoral. Do outro, críticos da decisão afirmam que a medida limita a circulação de informações e pode ser usada para controlar narrativas políticas em um ambiente já polarizado.
Com a decisão, o TSE reforça a aplicação da regra que exige registro prévio de qualquer pesquisa eleitoral divulgada publicamente. Ao mesmo tempo, o episódio mostra como a disputa política antecipada para 2026 já começa a se refletir em batalhas jurídicas e institucionais.

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