Direita teme que seja o novo inquérito das Fake News, como forma de manipulação nas eleições
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a abertura de inquérito policial para apurar a conduta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por possível crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão foi tomada após solicitação da Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.
Publicação motivou investigação
A investigação tem como base uma postagem feita pelo senador em 3 de janeiro de 2026, nas redes sociais.
Na publicação, Flávio Bolsonaro associou o presidente a acusações graves, como envolvimento com tráfico internacional, lavagem de dinheiro, apoio a regimes autoritários e fraudes eleitorais.
Segundo o entendimento atribuído à PGR, a manifestação teria imputado falsamente fatos criminosos de forma pública, o que pode caracterizar o crime de calúnia.
Prazo e andamento
Na decisão, Moraes determinou que a Polícia Federal adote as medidas necessárias para apuração dos fatos no prazo de 60 dias.
O inquérito tramita sem sigilo, permitindo o acompanhamento público do caso.
Direito de resposta
Até o momento, não houve manifestação oficial das partes envolvidas sobre a decisão.
O espaço segue aberto para posicionamentos tanto do senador quanto do presidente.
Contexto
O caso ocorre em meio ao aumento da tensão política nas redes sociais, com troca de acusações entre aliados do governo e da oposição.
A abertura do inquérito reforça o papel do Judiciário na análise de publicações que envolvem acusações diretas entre autoridades públicas.

Postar um comentário