- PUBLICIDADE -

 

 
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema fez críticas diretas ao Supremo Tribunal Federal e afirmou que ministros estariam utilizando o cargo para obtenção de vantagens pessoais. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Canal Livre, exibida neste domingo (3).
Segundo o pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo, a Suprema Corte teria se transformado em um “balcão de negócios”, o que, na avaliação dele, contribui para o agravamento da crise institucional no país.

Críticas e pedido de mudanças
Durante a entrevista, Zema afirmou que a permanência de alguns ministros no tribunal se tornou insustentável diante da perda de confiança por parte da população. Para ele, processos de impeachment contra magistrados deveriam ocorrer de forma natural em cenários de descrédito institucional.
O ex-governador também defendeu uma ampla reforma no modelo atual do Judiciário, com alterações nas regras para ingresso e permanência no STF.
Entre as propostas apresentadas estão:
  • limitação do tempo de atuação dos ministros a 15 anos
  • exigência de idade mínima de 60 anos para indicação
  • mudanças no sistema de escolha, reduzindo o poder concentrado no presidente da República

Discurso e cenário eleitoral
As declarações ocorrem em meio à movimentação eleitoral para 2026. Zema tem intensificado agendas pelo país com foco em pautas como austeridade fiscal e combate à corrupção.
Apesar do tom crítico em relação ao Judiciário, o pré-candidato afirma que suas posições não comprometeriam a governabilidade em caso de vitória nas urnas.
Levantamentos recentes indicam que Zema aparece competitivo em cenários de segundo turno, com desempenho próximo ao de outros nomes da disputa. Em Minas Gerais, seu principal reduto eleitoral, o ex-governador mantém índices elevados de aprovação.

Debate deve ganhar força
As críticas ao STF e as propostas de mudança na estrutura do Judiciário tendem a ampliar o debate político nos próximos meses, especialmente no contexto da campanha presidencial.
A discussão sobre o papel das instituições, os limites de atuação dos Poderes e eventuais reformas no sistema de Justiça deve ganhar espaço entre os temas centrais da eleição.

Comentários

- PUBLICIDADE -
- PUBLICIDADE -